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9.4.11


assim não dá, não dá mesmo.
por favor, decide-te. decide-te de uma vez por todas. estás a deixar-me cada vez mais confusa!

8.4.11


todos os dias que estou contigo, passam muito mais depressa, embora fossem esses os únicos que podiam passar devagar.
mas mesmo depois de tudo, tenho medo. tenho medo que tudo desapareça. tu para o ano já não estás cá, na mesma escola, e só de pensar isso dá-me um nó no estômago.
agora, agora que cada vez estou mais perto de ti, cada vez que sinto mais confiança em ti é que tudo vai acabar? não tolero isso, de maneira alguma, nem jamais permitirei que alguém acabe com o que nós temos.

f ♥

31.3.11


ando super cansada, e com vários problemas: emocionais e físicos.
peço desde já desculpa a todos os leitores por não andar com cabeça para isto, e também aproveito para agradecer a todos, pois sem vocês, nada disto seria possível.

parte oito*


(...) - irmãos ?! - Rita ficou completamente chocada, não só pela notícia, mas também pelos seus dois melhores amigos não lhe terem contado.
- desculpa por não te termos contado, mas tínhamos medo da tua reacção ...
- não faz mal, agora está tudo bem..
- espero que sim ..
- és a minha melhor amiga, e não vais deixar de sê-lo só por causa disto. preciso de ti.
- és uma querida !

Henrique chega e dá um beijo à namorada.

- vejo que já está tudo bem.
- claro que está, não nos íamos chatear por causa de gente como tu ! - diz Francisca, brincando com a situação.
- ahah, ainda bem que não. gosto muito das duas, mas mais desta minha princesa.
- claro, já não sabes?

As duas melhores amigas abraçam-se, e constroem de novo uma bela amizade.

29.3.11

parte sete*


(...) desta vez tinha ganho coragem, e tinha ido também pedido explicações a Francisca.
Rita bate à porta de casa da sua amiga, e quem abre a porta é a mãe:
- boa tarde Rita, entra.
- obrigada D.Margarida.
Rita costumava ir imensas vezes a casa de Francisca, e por isso a sua mãe já a conhecia. eram colegas de infância, e as suas mães eram muito amigas.
a mãe de Francisca subiu e foi chamar a filha.
- Francisca, está aqui a Rita.
- está bem, diz que ela pode subir.
Rita sobe. o quarto de Francisca era coberto de azul, era claro, e transmitia alegria a quem por lá passava. era composto por uma secretária, e um beliche, apesar de ela não ter irmãos. a sua mãe comprou-lhe o beliche porque ela sempre foi muito livre, e, portanto, levava várias amigas lá a casa, raramente eram os fins-de-semana que ela passava sozinha.
- olá Rita, não esperava ver-te por aqui hoje. o que te trás cá a casa?
- menos Francisca, muito menos.
- hey, calma.
- eu estou calma! - Rita disse isto num tom alto, notava-se que ela estava exactamente o contrário do que havia dito a Francisca.
- sim, nota-se. Rita, respira fundo e conta-me o que se passa.
Rita obedeceu. explicou exactamente igual a Francisca, o que tinha explicado a Henrique. Francisca calou-se por momentos.
- então, não falas agora? - pergunta Rita, com ironia.
- entendeste tudo mal, a sério.
- como se eu já não soubesse que irias dizer isso, poupa-me.
- por favor, ouve-me. nem que seja por mim, mas ao menos pelo Henrique, ouve-me.
- sou toda ouvidos, podes começar, antes que me arrependa.
notava-se pela voz, que Rita estava aborrecida com o sucedido, e que não dizia aquilo com sentimento.
- bem, o Henrique pediu-me para não dizer a ninguém, nem mesmo a ti, pelo medo da tua reacção, mas acho que o melhor é contar-te ..
- sim, continua ..
Rita ficou curiosa, e ouviu a amiga até ao fim.
- quando me viste de mãos dadas, no outro dia com o Henrique, foi um equívoco. eu não gosto dele, nem nunca gostei. ele agarrou-me, e na altura em que nos apanhaste, ele estava-me a pedir para não contar a ninguém.
- sim, mas tu quando saíste, disseste que o amavas. - confrontou-a Rita, confusa.
- bem, disse, porque ele é muito importante para mim, e tu já vais perceber por quê, se me deixares continuar ..
- desculpa.
- bem, ele estava com muito medo de o admitir, e não te conseguia confrontar, nem te ver, sabendo que te estava a esconder uma coisa tão importante.
- sim, mas afinal, o que ele me escondeu?
- espero que não te zangues por não te termos contado mais cedo, mas .. eu e ele, descobrimos à pouco tempo, que somos irmãos...

( continua ... )

28.3.11

parte seis*


na manhã seguinte, Rita combinou com o seu "suposto" namorado no bar da praia. Rita estava sempre a ir a esse bar, pois a sua casa ficava apenas a dois quarteirões de lá.
tinham combinado estarem lá às onze horas da manhã.
Rita tinha chegado minutos antes, para ter tempo ainda de tomar o pequeno-almoço, pois ainda não tina arranjado tempo para o saborear. Henrique chegou, e Rita estava com a cara super vermelha, como se tivesse estado a chorar minutos antes.
- está tudo bem? - perguntou Henrique, e por estranho que pareça, parecia bastante preocupado.
- não, não está. preciso urgentemente de falar contigo.
- diz, estou aqui para tudo.
- à uns dias atrás, ouvi tu a falares com a Francisca, e a dizeres que a amavas. ouvi também vocês ontem a falarem de mim, a dizer que eu andava desconfiada, e que vocês tinham de ter mais cuidado, para não serem apanhados "com a boca na botija". - dito isto, Rita começa a chorar.
- não Rita. entendeste tudo mal, eu era incapaz de te fazer isso, jamais mesmo.
- pois, eu também acreditava que sim. nota-se que estás a mentir, eu conheço-te Henrique!
- bem, então parece que não me conheces o suficiente para saberes que te amo, e que jamais te traíria.
- ai Henrique, não fervas mais a água que ela já está a escaldar! "eu era incapaz", "eu amo-te", bla bla bla, estou farta, sabes? estou completamente farta. pensava que eras diferente, mas afinal, enganei-me. em teu respeito, e em respeito à Francisca. sempre lhe confiei tudo e ela agora faz-me isto? não, vocês não têm perdão possível. dão-me um abraço pela frente, e apunhalam-me pelas costas.
Rita abandona o bar o mais rápido que consegue, mas não tinha ido para casa. desta vez não.

( continua ... )

27.3.11

parte cinco*

o que Francisca havia dito era a mais pura das verdades. Rita era bastante persistente, e enquanto esta não tivesse o que desejava, não descansava. Rita chegara a casa e a sua mãe, preocupada foi ter com ela:
- o Gonçalo? não vieste com ele?
Gonçalo era o seu irmão mais novo. tinha 14 anos, 2 a menos que a irmã. era o mais novo da família, e andava sempre a brincar nas ruas.
- não, não vim. - responde Rita, confusa com a situação.
- como não vieste? quando saíste de casa, logo pela manhã, o teu irmão foi atrás de ti, mais ou menos 10 minutos depois!
- o quê? nem me deparei com ele na rua, juro mãe !
Rita e o irmão, tinham saído de casa às 11:45h, pela manhã, e a igreja da cidade, já assinalava a chegada das 3 horas da tarde. pais e filhas, estavam sentadas na sala, naqueles belos sofás onde o pai tinha gasto o dinheiro todo, mas do qual se orgulhava. estava sempre a dizer que aquilo era o fruto do trabalho árduo de todos os dias, coisa que ninguém se atrevia a contestar.
o seu irmão chegou a casa, estava ainda a tirar a chave da fechadura, já a sua mãe tinha saltado do sofá para o hall de entrada, perguntando-lhe apressadamente:
- onde estiveste Gonçalo? estávamos tão preocupados, tu nem imaginas!
- oh mãe, fui só dar uma volta pelo quarteirão, nada mais.
- não nos pregues mais sustos destes, está bem?
- está bem mãe, desculpa.
os seus pais sempre os ensinaram a ser muito educados, e a nunca faltarem ao respeito a ninguém, acontecesse o que acontecesse.
- Rita, posso falar contigo? - disse Gonçalo, depois de toda a família se acalmar.
- sim podes, mas, porquê?
Rita estava super admirada, pelo seu irmão lhe pedir para terem uma conversa, pois, ainda por cima, estava com muito má cara. será que estava magoado? que tinha caído ou o tinham assaltado? bem, ela só tinha que esperar para ver. ou neste caso, para ouvir.
- bem, já podes dizer o que querias.
- olha, desculpa por isto, e não leves a mal, mas... eu segui-te até à praia. ouvi tudo o que tu disseste à Francisca e o que ela te disse a ti.
- o quê? Gonçalo, isso não se faz, sabes bem disso!
- sim, eu sei, e peço desculpa, pela segunda vez consecutiva.
- oh, não faz mal, estás desculpado. - disse Rita, perdoando o rapaz.
- não, ainda tenho mais coisas a acrescentar. - contrapôs Gonçalo.
- diz lá então, coisa que não me falta é tempo.
- bem, quando tu foste embora, eu ainda lá fiquei mais uns tempos, até que chegou lá um rapaz e cumprimentou Francisca. penso que se chamava Hugo, ou Henrique, não tenho a certeza. era alto e tinha olhos azuis claros, penso que sabes quem é.
- sim, já sei, continua. - disse Rita, ficando muito mais atenta depois do que o rapaz lhe havia dito. 
- pronto, eles ficaram a falar sobre ti..
- sobre mim? o que disseram?
- bem, disseram ...


Gonçalo contou tudo o que sabia à irmã e esta agradeceu-lhe por isso. mas afinal, o que se passava? o Henrique não era capaz de trair Rita com a sua melhor amiga, pelo menos esta pensava que não.


( continua ... )

parte quatro*


Finalmente, chegaram as duas ao bar, após um passeio até lá.
- queria um ice tea de pêssego, por favor. - pede Francisca.
- queria o mesmo, pode ser? - concorda Rita.
- vêm dois ice teas a caminho, com licença. - diz o empregado, deixando aquelas duas raparigas sozinhas na esplanada.
- então, está tudo bem contigo ? - consegue Rita, por fim, falar com a amiga.
- sim, está.
- olha, tu ...
- sim, eu?
- nada, esquece esquece ...
- não, agora diz !
- esquece Francisca, a sério ..
- oh, vais ser assim ?
- eu ia-te perguntar se ...
- se ... ?
- namoras ?
- eu ? eu, não. - responde Francisca, envergonhada.
- está bem, então ..
- mas porquê?
- nada nada. bem, vou ter de ir embora, desculpa. até amanhã, bom fim-de-semana.
- mas, onde vais ?
Francisca faz a pergunta em vão, pois não recebe qualquer resposta. Rita já se tinha ido embora antes de Francisca tê-la feito, deixando a amiga sozinha, com os dois sumos que as amigas haviam encomendado à pouco.
Francisca recebe uma chamada:
- então, que se passou ?
- onde estás, Henrique ?
a chamada vai abaixo e aparece um rapaz nas costas de Francisca. era bem formado, tinha uma boa postura, era alto, tinha pele morena e o seu cabelo era castanho claro, penteado para o lado direito. tinha os olhos mais bonitos que alguém já vira. eram azuis claros, grandes e muito brilhantes. vestia uns shorts bege, e estava com uma camisola azul eléctrico. vinha descalço, e estava com uma bola de futebol na mão.
- enquanto estavas com a Rita, fui um bocado para o campo ali ao fundo do quarteirão jogar um bocado. telefonei-te quando a vi a entrar numa daquelas lojas lá ao fundo. então, que se passou?
- bem, acho melhor sermos mais cuidadosos, receio que ela já desconfie de nós os dois ..
- o que ela te disse ?
- ela estava super estranha, do princípio ao fim da conversa, quase que nem a reconhecia, e depois, perguntou-me se eu tinha algum namorado, o que é de estranhar, porque eu digo a toda a gente que não gosto de ninguém.
- não acredito !
- penso que nos tenha visto ontem ..
- mas nós tivemos tanto cuidado !
- ela é muito curiosa, e não vai descansar enquanto não descobrir tudo !

( continua ... )

parte três*


Rita agradeceu e foi tomar um banho rápido, vestiu o pijama, e logo de seguida foi para a cama. avisou a mãe de que estava à sua espera e esta foi-lhe fazer o leite. Rita bebeu-o, ligou a televisão na MTV Music, e deitou-se, pronta para dormir.
finalmente chegou o sábado, e Rita aproveitou para ir dar uma volta à beira-mar, para espairecer as ideias, até que de repente ouve uns passos, era Francisca.
- olá Rita, não me disseste que vinhas para aqui hoje.
- ah, mas também não fui a única, também aqui estás, não é verdade?
- sim, é, mas eu já te ia ligar.
- ah, está bem.
Rita era ingénua demais para confrontar a ex-amiga com o que tinha visto na noite anterior, e, portanto, fingiu não saber de nada.
- bem, vamos ali ao café, tomar uma bebida? pareces cansada.. - perguntou Francisca.
Rita concordou.
as duas amigas iam andando, até que Francisca recebe, de repente, uma mensagem. fica durante uns longos segundos a olhar para aquilo, quando Rita lhe pergunta:
- está tudo bem?
- sim, está. espera só um bocadinho, tenho que fazer um telefonema urgente.
Francisca pôs-se a marcar o número o mais rápido possível, enquanto Rita assistia à cena.
« estou? » , ouve-se uma voz, vinda do telemóvel novo que a mãe havia dado à uma semana, a Francisca.
« sim, sou eu. estou acompanhada, não venhas. estamos a ir para o café, sai daí rapidamente antes que te descubram. », dizia Francisca, no tom mais baixo que conseguia, para Rita não ouvir.
esta, cada vez mais se sentia pior, eram os seus dois melhores amigos, logo ao mesmo tempo, estavam a esconder-lhe qualquer coisa e Rita, tinha que descobrir o que era.

( continua ... )

26.3.11

parte dois*


batem à porta do quarto de Rita. esta não ouve, pois está demasiado concentrada com os seus phones a ouvir música e a ler o mais recente livro que lhe ofereceram no seu último aniversário, intitulado "The Last Song", que também já deu lugar a um filme.
- Rita? - diz a mãe, abrindo a porta.
Rita continua sem ouvir, pois a música estava no seu volume máximo, mas a sua mãe ainda não havia desistido da ideia de falar com a sua filha mais nova (sim, porque ela tem uma irmã mais velha, e ainda um irmão de mesma idade, mas um pouco imaturo, coisa que Rita já tinha ultrapassado), e para isso, toca-lhe no ombro, assustando Rita, que tira os phones de repente.
- ai mãe, assustaste-me!
- peço desculpa.
- mas, que querias? passa-se alguma coisa?
- bem, não sei, era isso que vinha descobrir.
- está-me a escapar alguma coisa? - diz Rita impressionada, pelo facto de sua mãe ter descoberto tão rapidamente que ela não estava bem, coisa que até agora nunca ninguém conseguiu fazer em tão pouco tempo.
- bem, chegaste a casa entristecida, sentaste-te à mesa e nem sequer ouviste as histórias do teu pai, o que é raro cá em casa, porque se não fossem as histórias dele, ninguém se ria tanto cá em casa, e além disso, sabes que o meu sexto sentido está muito apurado.
Rita ri-se, num gesto de compreensão pela familiar, e, logo de seguida responde:
- não te preocupes, é uma crise de adolescente, isto amanhã passa.
- bem, já percebi que não queres desabafar, mas sabes, que estou aqui para tudo, certo?
- sim mãe, obrigada.
- e agora, toma um duche rápido, e deita-te, quando estiveres na cama, avisa-me que eu preparo-te um leite quente, precisas de te acalmar, está bem?

( continua ... )

parte um*


Rita não acreditara no que vira, seria verdade as imagens repentinas que acabaram de passar pela sua cabeça, ou era apenas uma partida de (muito) mau gosto vinda da sua mente? pelo sim pelo não, Rita esperou mais um bocado, tentando ouvir a conversa entre aquelas duas pessoas, que, por sinal, foi uma missão fracassada, pois encontrava-se a uma certa distância que só a permitia ouvir apenas alguns ruídos das falas deles.
começava cada vez mais a sentir uma grande angústia dentro de si, afinal, como lhe poderiam ter feito aquilo ?
ao fim de algum tempo, ouviu-se uma voz de uma rapariga vinda de lá:
- bem, tenho de ir, combinei estar em casa às 20:30h para jantar, e já vai ficando tarde, amanhã estamos juntos de novo?
- sim, depois ligo-te a combinar, amo-te.
Rita cada vez mais sentia-se triste, não podia ser, ela só podia estar a confundir.
ouviu-se uns passos, e Rita escondeu-se. era Francisca, a sua melhor amiga. tinha saído daquela pequena sala com muito cuidado para não ser avistada por ninguém, e quando se sentiu segura, começou a correr, apanhando um táxi que por lá passava.
Rita foi para casa, sentou-se à mesa, e, 5 minutos depois, pediu licença aos pais e foi para o seu quarto, ouvir música.


( continua ... )

22.3.11


- então? sabes que mais tarde ou mais cedo vais ter de lhe contar toda a verdade.
- sim, eu sei, mas ..
- nem mas nem meio mas, não podes ter medo catarina! tens de lhe perguntar, arriscar como se não houvesse amanhã, porque depois, pode ser tarde demais.
- ai a sério, não tenho coragem, desculpa ..
- tens de ter, ele parece mesmo gostar de ti !
- sim, mas joana, sabes que as aparências iludem, e ..
- oh, sei, mas não desta vez, até porque não sou a única a dizê-lo, sabes bem !
- oh, mas tenho medo ..
- medo? medo de quê?
- da reacção dele ..
- o que pode correr mal? ele não tem namorada nem nada disso catarina.
- sim, eu sei, mas não é isso ..
- então?
- ele é das pessoas em quem mais confio, e..
- sim, e .. ?
- tenho medo que ele deixe de falar para mim, como já aconteceu ..
- ele não deixa, porque se ele gostar mesmo de ti, nem que seja só por amiga, vai-te compreender, e nunca te vai abandonar.

19.3.11


diz-me, vale a pena esperar por ti, ou vais continuar nessa tua má onda de me ignorares?
é que sinceramente, estou farta de ti, e de toda a gente.

23.1.11

i promise i will try.



já pode ter passado muito tempo, e eu sei que passou, e sei também que já nada é a mesma coisa. mas eu continuo a amar-te, tu continuas a ser especial para mim, daquela forma que mais ninguém é.
eu passo por ti, e tu não dizes nada, simplesmente finjes que nunca me conheceste. e quando te vejo com outras? isso é do pior, acredita.
eu não consigo, e jamais irei conseguir esquecer todos os momentos que passamos juntos. porque não foi um nem dois nem três, foram muitos mais. muitos mesmo! eu sempre achei que lá no fundo, eu era especial para ti, mas enganei-me. enganei-me redondamente.
eu sempre gostei mais de ti do que tu de mim, se é que realmente gostaste. neste momento, tenho dúvidas que tudo o que me dizias era em vão. sempre me avisaram, sempre me disseram : "cláudia, tu para ele és só mais uma, ele só te quer comer!"
eu nunca vou conseguir esquecer os nossos beijos. nunca vou conseguir esquecer quando eu estava contigo, quando me agarravas a mão, quando me davas aqueles abraços enormes! nunca vou conseguir esquecer quando todas as pessoas chegavam à minha beira e me perguntavam : "cláudia, tu namoras com ele?" e eu tinha que responder não, porque nunca chegou a haver nada. mas elas insitiam "oh, claro que namoras. eu vi vocês os dois aos beijos" e outra vez, eu tinha de responder que não, que isso era mentira, porque nunca cheguei a dar-te mais que isso.
mas mesmo que eu queira, que eu diga, que tu és passado, que já não sinto nada por ti, eu não consigo sentir isso, porque tu marcaste a minha vida de forma inegualável, e eu acho que tu nunca soubeste o quanto eu te amei. de certeza que tu achavas que o que eu sentia era só mais uma daquelas paixões de criança que no dia seguinte já não existia, mas não era. porque foste das pessoas de quem eu mais gostei. e gostar realmente, ainda só gostei de duas pessoas, e tu foste uma delas.
só quero que saibas, que apesar de tudo, continuo a gostar de ti, continuo a relembrar todos os momentos, continuo a amar-te tal como no primeiro dia, continuas a ser a coisa mais importante para mim, mesmo que não pareça.
seis de dezembro de dois mil e dez, lembraste? lembraste daquele beijo? lembraste das mensagens que depois me mandaste? lembraste das mensagens que me mandavas todos os dias? lembraste quando me agarravas e me chamavas mulher da tua vida? lembraste quando dizias que me amavas, e que eu era tua? lembraste quando me agarravas a mão? lembraste quando finjias que me davas aqueles beijos e depois toda a gente me vinha perguntar se era verdade? lembraste quando me dizias aquelas coisas? lembraste quando vinhas ter comigo? lembraste quando almoçávamos juntos? lembraste quando disseste que nada ia mudar, e acabou por acontecer, lembraste? pois, eu também me lembro !


( continuas a ser a pessoa mais importante do mundo, apesar de tudo. e sim, vai ser mesmo muito difícil conseguir tirar-te do meu pensamento, porque, embora não pareça, continuo a pensar muito em ti. )

26.12.10

acabou ?



estou farta . farta de ser eu a culpada, farta de sofrer, farta de tudo e todos .
apenas quero ser feliz, quero ser amada, quero alguém que me compreenda e não que me julgue, quero-te a ti :c
desculpa por ter dito o que disse, mas como eu já disse "estou farta!" eu não queria dizer-te aquilo, eu era incapaz de te dizer aquilo ! parece que todos os amo-te's, que todas as palavras, que todas as conversas foram em vão. tudo na minha vida que era a cores, voltou outra vez a ser a preto e branco, tudo mudou de cor quando deixou de haver um "nós" e passou a haver um "tu" e um "eu"
tenho saudades dos teus amo-te's, tenho saudades das minhas conversas contigo, tenho saudades de me pôr a rir sem motivo, apenas porque tu existias .
mas acabou, eu sei que acabou, porque já nada é a mesma coisa, desde que tivemos aquela conversa sobre aquela certa pessoa, tudo mudou. tudo deixou de ser um conto de fadas e passou a ser o meu maior pesadelo .
e se eu agora te dissesse que os meus amo-te's eram do mais verdadeiro que alguém podia dizer ? que eu chorei, e choro por ti várias vezes ? que eu deixei de gostar daquela pessoa, e agora gosto de ti ? o que tu me respondias ? voltavas para mim ? fazias de mim, a rapariga mais feliz, outra vez ?
mas não, por enquanto não gosto de ti, mas trocava tudo, para te ter a ti, porque és a pessoa mais especial do mundo, porque eu confiava e confio em ti, porque és lindo & porque eu amo-te mais que tudo e todos . porque és a razão do meu viver, e eu sem ti já não vivo . porque tu és o rapaz da minha vida, porque tenho saudades das nossas conversas, porque o mês de dezembro foi o pior de todos em relação à nossa amizade . porque foi no mês de dezembro que a minha vida se destruiu . foi no mês de dezembro que eu te perdi , voltei a ser infeliz . foi no mês de dezembro, que tivemos a conversa que arruinou a nossa amizade .
eu peço-te desculpa, desculpa por tudo o que te disse, por tudo o que te fiz ou vou fazer, por qualquer coisa que aconteça ou vá acontecer, acredita que não foi por mal .
não vim para aqui queixar-me, não. vim aqui pedir-te desculpas, em público, embora saiba que não é apenas com isto que tu me vás perdoar, mas eu amo-te, amo-te amo-te & amo-te, e já estou cansada de lutar sem sentido pelas pessoas que não quero perder .
afinal, tudo na vida tem um fim, mas eu não quero que o nosso fim seja agora, quero que o nosso fim seja no fim das nossas vidas :c
mas eu estou farta, farta de lutar, farta de viver ! às vezes, só me apetecia pegar numa faca e espetá-la no meu corpo, morrer, deixar tudo e todos, parar de sofrer, parar de viver.
voltando ao início, sei como estávamos antes de tudo, e sei como estamos agora, por isso peço-te, não me deixes, futuro da minha vida :c